sábado, 24 de fevereiro de 2018

Lançando fora todo medo






“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve tormento; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (I João 4:18)


Uma das coisas que mais nos impede de viver a vontade de Deus para nossas vidas é o medo. O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. É também uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica. Não há espaço para a confiança onde há o medo.
O medo nos impede de crescer dentro de nossos ministérios: O medo de não conseguir alcançar as expectativas, o medo de ser envergonhado, o medo de se lesionar, o medo do chão, o medo do salto, medo da pirueta, medo de cair.
Não falo que devemos fazer tudo sem as devidas precauções. Alguns medos que listei estão intimamente ligados à dança: para isso temos os ensaios, para aprendermos técnicas que nos permitam realizar movimentos sem que haja lesões e machucaduras. Mas quando eu tenho medo de ousar na minha dança, mesmo a técnica mais perfeita não vai me ajudar a realizar nada.
Líder: Neste aspecto, você é o responsável por ensinar seu grupo a perder o medo. E quando você for o medroso da história, lembre-se: Minha dança se baseia no meu amor pelo Cordeiro, e o verdadeiro amor lança fora todo o medo.
Lembremos sempre da criança: Um filho ama o seu pai de forma natural, e por isso confia nele. Se a criança estiver em um lugar e o seu pai o falar para pular em sua direção, a criança simplesmente pula, pois ela tem plena confiança que seu pai irá pegá-la. O amor faz a criança pular. Não há espaço para o medo da altura, por exemplo, pois o pai irá segurá-la. Assim devemos ser com Deus: Confiando em seu amor, nos lançamos em Seus braços, abrindo mão de tudo que nos prende.
Não existe ninguém melhor que nós mesmos para identificarmos nossos medos. Seja seu medo infundado ou não, seja ousado em identifica-lo e deixa-lo no altar de Deus. Enfrente seu receio. Deus sempre nos diz: Não temais, Eu sou contigo. Aceite o perfeito amor e lance fora de sua vida todo o medo.



Até a próxima!


Tatiane Salles

 

domingo, 21 de janeiro de 2018

Amor e Benignidade que atraem!





“Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.
Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! Ainda serás adornada com os teus tamboris, e sairás nas danças dos que se alegram.”
(Jeremias 31:3 e 4)

  
Há tempos sou apaixonada pelo texto de Jeremias 31:3. Acho tão maravilhoso o amor eterno de Deus me atraindo a Ele, com tanta simplicidade vejo a essência de Deus: o Amor. Para ajudar, tem uma música que só quem é das antigas vai conhecer, chamada “Com amor eterno”, do ministério Koinonia de louvor, baseada neste texto. Já chorei muito ouvindo essa música, e um belo dia, resolvi continuar lendo o texto de Jeremias.
Jeremias foi um profeta que viveu antes e durante o exílio de Israel na Babilônia. Suas palavras foram de exortação contra o pecado do povo e o apelo ao arrependimento. Em nosso dia-a-dia, somos constantemente exortados a uma vida de santidade, sendo necessário que busquemos a santidade em todo o tempo.
Jeremias traz, no capítulo 31, um panorama de restauração para Israel. Mesmo sofrendo fora de sua terra, o Senhor prometeu a seu povo um retorno, uma restauração, uma reedificação.
Funciona da seguinte forma: Deus, em seu amor eterno, em sua benignidade infinita, nos atrai até Ele, e então, nos edifica n’Ele, para que sejamos adornados em sua glória, e então todos os povos verão a diferença em nós e dirão: “Levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus” (Jr. 31:6). Então, a virgem se alegrará na dança.
Por que “A virgem se alegrará”?
A virgindade, em qualquer cultura, representa a pureza. Em Mateus 5:8, a palavra de Deus nos declara “Bem-aventurados os limpos (puros) de coração, porque eles verão a Deus”. A pureza implica em nós uma vida sem pecado, pois o pecado é o que nos torna maculados perante Deus. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação (I Ts. 4:7).
Deus espera de nós uma vida de pureza, de santificação. Sua noiva deve ser pura. Somente os que são puros diante de Deus podem sair na dança dos que se alegram com a reedificação do Senhor.
Muitas vezes, ao olharmos para nós mesmos, encontramos muitas rachaduras, erros, destruições. Nosso viver, por muitas vezes, nos levam a necessidade de ser edificados e reedificados. O mesmo profeta Jeremias foi impelido por Deus a descer até a casa do oleiro, e observar um vaso sendo formado. Sermos puros e santos diante de Deus não é uma tarefa fácil, mas não pode ser uma muleta para pecarmos. Te edificarei, diz o Senhor. Te farei um vaso como bem entendo, Ele nos fala. Até quando vamos viver sem a edificação de Deus em nós?
A dança é um espelho. Dentro da cultura judaica, ela é parte primordial dos rituais. Em nós, ela é um instrumento. Deixe Deus trabalhar em seu interior para que seu exterior seja a representação do coro dos que dançam. Permita que Deus te edifique. Seja edificado, reedificado, feche tuas brechas, tape teus buracos. E que tua dança seja a razão de vidas “subirem a Sião, ao Senhor nosso Deus”.


Pra quem ficou curioso, segue aí o vídeo da música “Com amor eterno”. Vale a pena ouvir e meditar na música!
  

Boa Semana a todos!




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dançando com o Cordeiro



"Nisto vi, entre o Trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto... E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque fostes morto, e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra." (Apocalipse 5:6, 9 e 10)

"No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” (Apocalipse 19:9)


Temos consciência de que Cristo é o Cordeiro de Deus, que veio ao mundo para nos salvar e resgatar. Enquanto cristãos, temos nossa esperança depositada nisso: que Ele veio e nos salvou, como ovelha muda subiu ao matadouro e se sacrificou em nosso lugar para que hoje tenhamos vida, e vida em abundância.

 Este não é apenas mais um blog de dança cristã. Mesmo porque, eu, particularmente, não acredito neste termo. Eu acredito na dança. Na expressão corporal através de movimentos coordenados em uma música. Eu acredito no que a minha dança, enquanto mulher cristã vai representar, vai mostrar. Dança cristã não é um estilo de dança, como o ballet ou o jazz, mas sim a expressão de uma vida.
Dançar com o Cordeiro vai além das discussões infindáveis sobre técnica e unção. Dançar com o Cordeiro vai além de uma apresentação. Dançar com o Cordeiro está acima da minha visibilidade enquanto pessoa. Dançar com o Cordeiro é uma decisão. Para isso, eu não preciso ser “chamada” a dançar, e exercer um ministério com danças. Para dançar com o Cordeiro, eu preciso apenas querer.
Sim, eu faço parte de um ministério de dança, inclusive, lidero o grupo. Sim, eu acredito que algumas pessoas tem um chamado a ser executado através da dança, pois eu mesma creio nesse chamado em minha vida. Mas vejo em minha trajetória, que títulos são erguidos, termos cravados e ideias colocadas na mente do corpo de Cristo que foge da simplicidade do evangelho: Jesus, o Cordeiro de Deus, veio resgatar o mundo que estava perdido. Ele morreu e com Seu sangue comprou o homem, e todo aquele que o aceita, torna-se filho de Deus, por causa do seu amor. Ele nos amou e nos ama, e nos tornou sua noiva. Somos convidados a participar das bodas do Cordeiro.
Gosto do exemplo do casamento. O casamento é o ápice do amor entre um homem e uma mulher. E antigamente, após a cerimônia de casamento, os noivos abriam a festa com a tradicional valsa. Os noivos não se importavam se eram exímios bailarinos, eles apenas valsavam. Porque se amavam e essa dança expressava isso. Eles podiam nunca mais dançar um com o outro, mas naquele momento, eles dançavam.
Nós somos a noiva. Jesus é o noivo. Para mim, hoje, tudo o que importa é dançar com Ele, porque Ele me amou e minha dança expressa o meu amor por Ele.
Então dance. Seja na intimidade do seu quarto, seja num Studio, seja onde for. Dance com o Cordeiro. Dance para o Cordeiro. Não tenha medo de se entregar, pois Ele se entregou por nós primeiro. Então vamos simplesmente dançar.

Tatiane Salles.