domingo, 21 de janeiro de 2018

Amor e Benignidade que atraem!





“Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.
Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! Ainda serás adornada com os teus tamboris, e sairás nas danças dos que se alegram.”
(Jeremias 31:3 e 4)

  
Há tempos sou apaixonada pelo texto de Jeremias 31:3. Acho tão maravilhoso o amor eterno de Deus me atraindo a Ele, com tanta simplicidade vejo a essência de Deus: o Amor. Para ajudar, tem uma música que só quem é das antigas vai conhecer, chamada “Com amor eterno”, do ministério Koinonia de louvor, baseada neste texto. Já chorei muito ouvindo essa música, e um belo dia, resolvi continuar lendo o texto de Jeremias.
Jeremias foi um profeta que viveu antes e durante o exílio de Israel na Babilônia. Suas palavras foram de exortação contra o pecado do povo e o apelo ao arrependimento. Em nosso dia-a-dia, somos constantemente exortados a uma vida de santidade, sendo necessário que busquemos a santidade em todo o tempo.
Jeremias traz, no capítulo 31, um panorama de restauração para Israel. Mesmo sofrendo fora de sua terra, o Senhor prometeu a seu povo um retorno, uma restauração, uma reedificação.
Funciona da seguinte forma: Deus, em seu amor eterno, em sua benignidade infinita, nos atrai até Ele, e então, nos edifica n’Ele, para que sejamos adornados em sua glória, e então todos os povos verão a diferença em nós e dirão: “Levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus” (Jr. 31:6). Então, a virgem se alegrará na dança.
Por que “A virgem se alegrará”?
A virgindade, em qualquer cultura, representa a pureza. Em Mateus 5:8, a palavra de Deus nos declara “Bem-aventurados os limpos (puros) de coração, porque eles verão a Deus”. A pureza implica em nós uma vida sem pecado, pois o pecado é o que nos torna maculados perante Deus. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação (I Ts. 4:7).
Deus espera de nós uma vida de pureza, de santificação. Sua noiva deve ser pura. Somente os que são puros diante de Deus podem sair na dança dos que se alegram com a reedificação do Senhor.
Muitas vezes, ao olharmos para nós mesmos, encontramos muitas rachaduras, erros, destruições. Nosso viver, por muitas vezes, nos levam a necessidade de ser edificados e reedificados. O mesmo profeta Jeremias foi impelido por Deus a descer até a casa do oleiro, e observar um vaso sendo formado. Sermos puros e santos diante de Deus não é uma tarefa fácil, mas não pode ser uma muleta para pecarmos. Te edificarei, diz o Senhor. Te farei um vaso como bem entendo, Ele nos fala. Até quando vamos viver sem a edificação de Deus em nós?
A dança é um espelho. Dentro da cultura judaica, ela é parte primordial dos rituais. Em nós, ela é um instrumento. Deixe Deus trabalhar em seu interior para que seu exterior seja a representação do coro dos que dançam. Permita que Deus te edifique. Seja edificado, reedificado, feche tuas brechas, tape teus buracos. E que tua dança seja a razão de vidas “subirem a Sião, ao Senhor nosso Deus”.


Pra quem ficou curioso, segue aí o vídeo da música “Com amor eterno”. Vale a pena ouvir e meditar na música!
  

Boa Semana a todos!




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