segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Dança espontânea ou improvisação?

 

Dança espontânea ou improvisação?

 

O Senhor é o Espírito; e onde quer que o Espírito esteja, ali há liberdade. (2 Coríntios 3:17)

 

Costumamos falar sobre espontâneos ou dança espontânea dentro das igrejas. Definimos esse momento como quando o corpo de dança ou uma bailarina em específico dança de forma livre, sem realizar uma coreografia preestabelecida ou ensaiada.

Não está errado dizermos isso, mas quando pensamos em técnica, essa modalidade se chama improvisação. A definição de improvisação na dança é quando os bailarinos movimentam seus corpos livremente, sem seguir uma coreografia ou um roteiro específico que tenha sido ensaiado anteriormente.

Pode ser um pouco desafiador para alguns pensar em dançar sem um roteiro ou coreografia predeterminados, não é mesmo? Ocorre que, na prática, existem técnicas para nortear a improvisação na dança de maneira que o resultado seja bonito, harmônico e interessante! Ou seja, a improvisação requer técnicas e ensaio, não é apenas “entrar no palco” e seja o que Deus quiser!

A improvisação na dança é importante para a bailarina, uma vez que essa prática vai conduzi-la a um patamar de mais maturidade na dança. Essa maturidade aqui citada significa uma maior consciência corporal, aprimoramento da sua capacidade criativa, noção espaço-tempo, interação com outras pessoas e o desenvolvimento da sua dança. As percepções, como um todo, também são melhoradas quando a bailarina improvisa na dança, pois ela se conecta mais com a música, a fim de senti-la e expressar o ritmo por meio de seus passos.

Sendo assim, improvisar é uma excelente maneira de desenvolver a sensibilidade e até mesmo as emoções das bailarinas, tornando os seus movimentos mais naturais e graciosos, quase como se dançar fosse algo visceral, orgânico. Isso tudo, quando pensado em uma dança para Deus, reflete na maneira como eu tenho comunhão e relacionamento com Ele. Essa naturalidade na dança deve ser reflexo da minha vida cotidiana de relacionamento com Deus.

Existem algumas técnicas que podem e devem ser observadas. Ao contrário do que possa parecer quando pensamos no ato de improvisar, ou seja, algo que se faz de repente, sem prévio preparo, a improvisação na dança tem técnicas e regras para a sua prática.

1.    Acordados: Nessa modalidade de improvisação na dança, existem alguns acordos estabelecidos a fim de nortear a execução dos passos de dança na hora da apresentação, para que eles possam adotar um certo padrão predeterminado. Esses acordos são importantes quando se trabalha com improvisações em duplas ou grupos. São sinais preestabelecidos que vão determinar o andamento da improvisação.

2.    Sem acordos: Já no processo de improvisação na dança em que não ocorre nenhum tipo de acordo prévio, a coreografia nasce no ato da apresentação, diante da plateia e diante do próprio grupo de dança, que não ensaiou previamente, não fez nenhum tipo de acordo e nem definiu alguma coreografia.

3.    Processo criativos: Os processos criativos para improvisação na dança têm por objetivo guiar o pensamento imaginativo, de modo que ele siga alguns parâmetros previamente combinados. Essa modalidade pode ser de 2 tipos: com roteiros e sem roteiros. Na versão com roteiros, como o próprio nome anuncia, existe script combinado antes da dança, o qual vai guiar a apresentação quando ela acontecer, estabelecendo algumas regras e normas de conduta. Na modalidade sem roteiros, o processo criativo acontece, mas ele não estipula regras e parâmetros, uma vez que ele se restringe aos aspectos inventivos do processo e às experimentações do momento da apresentação.

Sendo assim, no momento da improvisação na dança, é recomendado que a bailarina evite adotar certas condutas que vão comprometer o desenvolvimento, a evolução e a delicadeza da apresentação. Pensando nisso, temos a seguir quais práticas que não devem ser empregadas nas ministrações:

·         Não ter atenção à música: Como o ato de improvisar confere às bailarinas mais liberdade para a execução dos movimentos, existe um grande risco de que nesse momento a sua conexão com os passos seja maior do que a sua ligação com a música, o que pode resultar em um efeito descompassado e fora do ritmo.

·         Não estar preparada: Um grande equívoco é pensar que a dança improvisada não requer preparação antecipada da bailarina. Voltamos a insistir que no balé e na dança de modo geral o termo improvisar assume novo significado e exige sim preparação e técnica, porém, de uma forma bastante peculiar.

·         Perder a naturalidade: Outro erro bastante comum que pode acontecer na improvisação na dança é a bailarina perder a naturalidade e a espontaneidade de seus movimentos. Isso pode ocorrer por ela estar muito tensa com o fato de não ter ensaiado com os demais bailarinos ou por não ter combinado previamente alguns protocolos. Sendo assim, uma ideia é que ela se conecte com a dança, com a música, com a precisão dos passos, com o desenvolvimento dos movimentos dos demais bailarinos em cena e tente ser o mais natural e espontânea possível nesse momento.

Com isso em mente, é possível aproveitar muito essa modalidade de dança, principalmente quando junto a ela damos liberdade ao Espírito Santo para agir através de nossas vidas e nossa dança!

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